
O celular pode ser considerado hoje como o novo cigarro. A todo momento saco do meu bolso e lá estou eu novamente procurando por notificações, ainda que não existam, como que um trago atrás do outro. Sinto vibrar e ouço tocar mesmo não acontecendo, tamanha minha dependência. Um instrumento hiper estimulante que me distancia cada vez mais de mim mesmo e das minhas relações.
Ao menor sinal de silêncio, de tédio, de ócio, o celular é o escape. Mas escape de que? De mim. O celular me distrai, faz eu não precisar ouvir minhas vozes internas, as dos meus pensamentos e emoções. Isso me torna cada vez mais apático, menos empático.
Pensamos em vício como algo muito ligado à drogas. Mas vício é tudo aquilo que me ajuda a ter um alívio temporário da ansiedade e que tem consequências negativas a longo prazo. Junto com isso uma incapacidade de frear o comportamento, mesmo querendo, e outro aspecto comum, a negação. Posso ter a consciência que está me fazendo mal, mas evito lidar com isso, nego.
As consequências sociais desse uso compulsivo generalizado do celular estão por toda parte. As pessoas pouco se comunicam, a conexão não é com quem está ao meu lado, mas com o celular e os outros por trás de seus aparelhos.
Que tempo estou dando pra mim mesmo? Pra refletir, meditar, me conectar profundamente, olho no olho com outro ser humano?
Precisamos abrir espaço para ter experiências reais e reaprender a viver.
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